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Dirigentes sindicais debatem cenário após Reforma Trabalhista

08/06/2018



Aconteceu nessa última terça-feira (5), uma reunião com todos os dirigentes das entidades filiadas à FEMACO para debater os reflexos da nova legislação trabalhista, sancionada em novembro de 2017.

Após sete meses de vigência, a nova legislação provocou mudanças em diferentes frentes, fragilizando as entidades e, consequentemente, trazendo um acúmulo de prejuízos para o trabalhador. Ao contrário do que se prometia, a reforma não gerou novos empregos. O nível de desempregados no Brasil atingiu 13,1% no trimestre encerrado em março, maior nível desde maio do ano passado. Isso significa que 13,7 milhões de pessoas desempregadas no país, isso sem contar os casos informais.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, a arrecadação média dos sindicatos caiu 88% nos quatro primeiros meses do ano se comparada ao mesmo período de 2017.

Diante da nova realidade, muitas entidades passaram a reavaliar despesas e alguns serviços. “Grande parte dos sindicatos oferecem serviços de saúde para o trabalhador e seus dependentes. São atendimentos médicos e odontológicos que suprem a fragilidade do sistema público”, explica Roberto Santiago, presidente da FEMACO e FENASCON (Federação Estadual e Nacional dos Trabalhadores em Asseio e Conservação Ambiental, Limpeza Urbana e Áreas Verdes).

“A mídia tem atuado cruelmente contra as entidades sindicais. Infelizmente, ela não mostra a importância dos sindicatos, suas lutas e conquistas para a vida dos trabalhadores. O trabalho dos sindicatos não se limita a negociar, anualmente, o reajuste dos salários. Aliás, mais importante que as conquistas econômicas são as conquistas sociais. A fiscalização e a determinação por melhores condições de trabalho e a garantia de benefícios como cesta básica, vale-alimentação, PPR e muitos outros”, completa.

Associar é o caminho

Apesar das dificuldades impostas pela nova legislação, Santiago acredita que o momento pode fortalecer os sindicatos que realmente lutam por acordos e convenções coletivas. “Os que realmente defendem o interesse dos trabalhadores, certamente serão financiados por seus associados e tendem a crescer. Os que não têm nenhum compromisso vão desaparecer. Portanto, as entidades precisam mostrar atuação junto aos trabalhadores e atrair novos associados para compensar a queda da receita”, avaliou.

 

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