“Os trabalhadores das atividades essenciais não devem pagar pela crise”, destaca SETH de São José do Rio Preto

06/05/2020



 

Os estragos econômicos causados pelo coronavírus têm preocupado o mundo todo. O Brasil por exemplo, que já tinha – antes da pandemia – um cenário alarmante de desemprego e informalidade, já conta com um aumento significativo de pessoas desamparadas e a mercê da sensibilidade e boa vontade e dos seus governantes e do setor patronal.

Com as medidas de distanciamento social, milhares de pessoas já perderam o emprego e outras milhares estão vulneráveis às MPs do Governo Bolsonaro que têm visado, exclusivamente, beneficiar os mais favorecidos, ignorando aqueles que verdadeiramente são os responsáveis pela locomotiva da economia nacional: os trabalhadores.

É nesse cenário que sindicatos de todo o país têm lutado para garantir os direitos dos seus representados, como o SETH de São José do Rio Preto, por exemplo. A entidade, filiada à FEMACO, não tem poupado esforços para proteger a categoria. “Fomos todos surpreendidos com a decisão do prefeito de São José do Rio Preto, Edinho Araújo, em suspender por 60 dias, os contratos com as empresas terceirizadas que fornecem mão-de-obra terceirizada de setor de Asseio e Conservação Ambiental nas Escolas Municipais do nosso município“, afirmou o presidente da entidade, Sérgio Paranhos.

Para o sindicato, faltou sensibilidade do prefeito e das empresas em buscar meios para com os trabalhadores. “Nossos profissionais não devem pagar pela crise, há outras alterativas que podem ajudar a categoria, como por exemplo, realocá-los temporariamente para as unidades de saúde. Aliás, vale destacar que os trabalhadores que atuam em hospitais, postos e afins estão sobrecarregados, uma vez que houve um aumento significativo em suas demandas“, exemplificou Sérgio.

O presidente do sindicato ainda lembrou do Termo Aditivo, celebrado pela entidade, juntamente com a FEMACO e o sindicato das empresas, o SEAC, o qual visa a proteção ao emprego, garantia aos direitos normativos e a segurança jurídica dos envolvidos, conforme o link consta no link www.sindicatoseth.com.br/pagina/55/convencao-coletiva-empresas-asseio-e-conserva.

É TEMPO DE UNIÃO

Está na hora de todos os trabalhadores se unirem e cobrarem para que a conta da crise recaia sobre aqueles que são os verdadeiros culpados, e que nosso país se torne mais justo para aqueles que trabalham e constroem de fato o país. Estamos à disposição de todos os trabalhadores filiados, inclusive, estamos em contato com a Prefeitura de Rio Preto, e também, com as empresas para encontrar soluções e tomar todas as medidas cabíveis para não recair a conta novamente no colo dos trabalhadores mais humildes”, finalizou Sérgio.