Twitter e Facebook intensificam o monitoramento de conteúdo na eleição

23/10/2018



A influência das redes sociais no processo eleitoral mobilizou as empresas administradoras a se posicionarem para combater possíveis irregularidades. Foram intensificados os monitoramentos para identificar perfis falsos ou suspeitos de propagar conteúdo falso ou estimular debate político tendencioso.

Nesta segunda-feira (22), o Facebook baniu 68 páginas e 43 perfis pelo envio de mensagens em massa, comportamento caracterizado como spam. O caso foi publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo. Entre as contas derrubadas estão as do Movimento Contra Corrupção, TV Revolta e Correio do Poder. O conteúdo, de acordo com a publicação, era de posicionamento antipetista e favoráveis a Jair Bolsonaro (PSL).

Em julho, a rede social já havia derrubado outros 186 páginas e 87 perfis por violar política de autenticidade. Entre elas, estavam contas de integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL). Na ocasião, a empresa afirmou que as páginas “faziam parte de uma rede coordenada que se ocultava com o uso de contas falsas no Facebook, e escondia das pessoas a natureza e a origem de seu conteúdo com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação”.

No Twitter, a principal atuação se dá com a limpeza de perfis que geram publicações automáticas. Monitoramento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (DAPP-FGV) identificou um crescimento do uso de robôs com a proximidade do primeiro turno. De acordo com os dados mais recentes, analisados entre 10 e 16 de outubro, houve um crescimento de 10,4% das interações influenciadas pelas contas falsas. Foram 852,3 mil posts, sendo que os usuários favoráveis a Bolsonaro responderam a 602,5 mil destas publicações e aqueles que apoiam Fernando Haddad (PT) interagiram com 240,2 mil.

A nível global, o Twitter elimina 3,2 milhões de perfis de contas suspeitas por semana. A empresa criou um sistema automático que identifica os perfis pelo comportamento padronizado. Nas páginas oficiais, eles recomendam a conta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que eleitores tenham acesso a conteúdo oficial.

Fonte: DestakJornal