Por Fabiano Polayna – MTB 48.458/SP I Texto e fotos I
A discussão sobre o futuro do trabalho voltou ao centro da agenda nacional com a abertura da II Conferência Nacional do Trabalho, realizada na terça-feira (3), em São Paulo. O encontro reuniu representantes do governo federal, lideranças sindicais, especialistas e entidades do setor produtivo para refletir sobre os desafios contemporâneos das relações de trabalho e sobre caminhos possíveis para promover mais equilíbrio entre desenvolvimento econômico e justiça social.
A FEMACO esteve presente na abertura da conferência, representada pelo vice-presidente André Santos Filho e pelos diretores Maria Isabel Estevam, Jhonatan Moura e Elmo Nicácio (Lagoa). A participação da federação reforça a importância de garantir que a realidade dos trabalhadores do setor de asseio, conservação, limpeza urbana e áreas verdes esteja presente nos debates que ajudam a orientar políticas públicas e decisões institucionais.
A cerimônia contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, além de ministros e representantes de diferentes áreas do governo federal. Em seus discursos, autoridades destacaram que o país vive um momento decisivo para repensar o mundo do trabalho diante das mudanças tecnológicas, das novas formas de produção e das transformações sociais que impactam diretamente a vida dos trabalhadores.
Para o vice-presidente da FEMACO, encontros como a conferência são fundamentais para que o Brasil avance em debates que dialoguem com a realidade do trabalhador.
“A jornada de trabalho precisa ser discutida com coragem e responsabilidade. O debate sobre a redução da jornada e o fim da escala 6×1 não trata apenas de números ou produtividade. Trata da vida das pessoas, da saúde física e mental do trabalhador e da possibilidade de construir um modelo de trabalho mais humano”, afirmou André.
Ao longo da programação, a conferência reuniu delegações de diversas regiões do país para discutir temas como qualificação profissional, impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho, fortalecimento da negociação coletiva e políticas de inclusão produtiva.
A expectativa é que os debates contribuam para consolidar propostas capazes de responder aos desafios atuais das relações de trabalho, sempre com a participação ativa de trabalhadores, empregadores e poder público. Nesse contexto, a presença da FEMACO reafirma o papel do movimento sindical na construção de soluções que valorizem o trabalho e ampliem a proteção social no Brasil.































