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Santiago defende fim da escala 6×1 em reunião com Alckmin e reforça debate sobre nova jornada de trabalho

por Imprensa

Por Fabiano Polayna – MTB 48.458/SP – Fotos por assessoria de imprensa da UGT

A discussão sobre a revisão da jornada de trabalho no Brasil ganhou força nesta segunda-feira (13), durante reunião entre o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e lideranças sindicais de diversas categorias. Entre os participantes, o presidente da FEMACO e vice-presidente nacional da UGT, Roberto Santiago, que destacou a importância de avançar no debate sobre o fim da escala 6×1.

O encontro reuniu representantes de entidades nacionais com o objetivo de construir alternativas que conciliem crescimento econômico, geração de empregos e melhoria das condições de trabalho. Em meio às transformações no mercado laboral e à crescente demanda por qualidade de vida, a redução da jornada passou a ocupar espaço central nas discussões.

Ainda predominante em setores essenciais, a escala 6×1 — que prevê seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso, tem sido alvo de críticas por seus impactos na saúde física e mental dos trabalhadores, além de sua baixa adequação às novas dinâmicas sociais e produtivas.

Durante sua intervenção, Santiago ressaltou que o tema não é recente, mas parte de um processo histórico de evolução das relações de trabalho. “A luta pela redução da jornada acompanha a própria evolução das relações trabalhistas. O fim da escala 6×1 representa um avanço civilizatório, que dialoga com a saúde física e mental dos trabalhadores e com um modelo de desenvolvimento mais equilibrado. Não se trata apenas de descanso, mas de dignidade e respeito a quem move a economia todos os dias”, afirmou.

O dirigente também destacou a necessidade de um debate responsável e articulado entre governo, empregadores e trabalhadores, de forma a garantir uma transição sustentável. “O Brasil precisa crescer, mas precisa crescer melhor. Isso passa por valorizar o trabalhador e repensar modelos que já não respondem às demandas da sociedade atual”, completou.

A reunião marca mais um passo na aproximação entre o governo federal e as centrais sindicais, em um momento em que temas como produtividade, bem-estar e novas formas de organização do trabalho ganham relevância na agenda econômica. A discussão sobre o fim da escala 6×1 tende a avançar nos próximos meses, inserida em um contexto mais amplo de modernização das relações de trabalho no país.

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